Ementa
Fundamentos da comunicação social como instrumento de participação cidadã,
fortalecimento comunitário e defesa dos direitos das crianças atípicas. Estudo das técnicas
de comunicação assertiva e comunicação não violenta aplicadas à mediação de conflitos, à
construção do diálogo e à incidência em espaços institucionais. Planejamento estratégico
da comunicação para mobilização social, utilização das redes sociais como ferramentas de
informação, conscientização e engajamento comunitário. Relação com a imprensa local e
regional, produção de pautas de interesse público e fortalecimento da visibilidade das
causas relacionadas às crianças atípicas. Planejamento, organização e execução de
campanhas de sensibilização voltadas à promoção da inclusão, combate ao preconceito e
fortalecimento das redes de proteção. Produção de conteúdos acessíveis e inclusivos,
considerando princípios de acessibilidade comunicacional, linguagem simples, diversidade e
respeito aos direitos humanos. Desenvolvimento de estratégias de comunicação para
ampliar a participação social, fortalecer a Rede de Mães Atípicas e promover a defesa dos
direitos das crianças e adolescentes.
Conteúdo Programático
Unidade I – Comunicação Assertiva e Comunicação Não Violenta
● Fundamentos da comunicação interpessoal.
● Comunicação assertiva como instrumento de defesa de direitos.
● Comunicação passiva, agressiva e assertiva.
● Princípios da Comunicação Não Violenta (CNV).
● Escuta ativa, empatia e mediação de conflitos.
● Comunicação em reuniões, audiências e espaços de participação social.
● Estratégias para negociação e construção de consensos.
Unidade II – Redes Sociais para Mobilização Comunitária
● Comunicação digital e participação cidadã.
● Planejamento estratégico para utilização das redes sociais.
● Características e potencialidades das principais plataformas digitais.
● Produção de conteúdos informativos e educativos.
● Ética, responsabilidade e combate à desinformação.
● Mobilização comunitária por meio das redes sociais.
● Organização de campanhas e fortalecimento das redes de apoio.
Unidade III – Relação com a Imprensa e Comunicação Institucional
● Papel da imprensa na promoção dos direitos humanos.
● Relacionamento com rádios, jornais, televisão e portais de notícias.
● Construção de pautas de interesse público.
● Técnicas para entrevistas e comunicação com jornalistas.
● Organização de informações e apresentação de dados confiáveis.
● Comunicação institucional e fortalecimento da imagem da Rede.
● Transparência, credibilidade e responsabilidade na divulgação de informações.
Unidade IV – Planejamento e Execução de Campanhas de
Sensibilização
● Conceitos e fundamentos das campanhas de mobilização social.
● Planejamento estratégico de campanhas comunitárias.
● Definição de objetivos, público-alvo e mensagens-chave.
● Produção de materiais educativos.
● Organização de eventos, rodas de conversa e ações comunitárias.
● Avaliação do alcance e dos resultados das campanhas.
● Mobilização social para promoção da inclusão e garantia de direitos.
Unidade V – Produção de Conteúdo Acessível e Inclusivo
● Comunicação acessível como direito fundamental.
● Linguagem simples e comunicação inclusiva.
● Produção de conteúdos acessíveis para redes sociais e materiais educativos.
● Descrição de imagens, legendagem e recursos básicos de acessibilidade digital.
● Autodescrição e boas práticas em eventos presenciais e virtuais.
● Comunicação anticapacitista e respeito à diversidade.
● Princípios de acessibilidade comunicacional aplicados às ações da Rede de Mães
Atípicas.
Competências Desenvolvidas
Ao concluir o curso, a participante será capaz de:
● utilizar técnicas de comunicação assertiva e comunicação não violenta em processos de diálogo, negociação e defesa de direitos;
● planejar estratégias de comunicação para mobilização comunitária e fortalecimento da participação social;
● utilizar redes sociais de forma ética, responsável e estratégica para informar, sensibilizar e mobilizar a comunidade;
● relacionar-se com veículos de comunicação e produzir mensagens de interesse
público voltadas à promoção dos direitos das crianças atípicas;
● planejar e executar campanhas de sensibilização social voltadas à inclusão e ao enfrentamento do preconceito;
● produzir conteúdos acessíveis e inclusivos, promovendo comunicação democrática, respeito à diversidade e ampliação da participação cidadã.
Bibliografia Básica
CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus, 2003.
PERUZZO, Cicilia Maria Krohling. Comunicação nos Movimentos Populares: a participação na construção da cidadania. Petrópolis: Vozes, 1998.
ROSENBERG, Marshall B. Comunicação Não Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
WERNECK, Claudia. Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva. Rio de Janeiro: WVA, 1997.